Abraça-me

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Abraça-me

Abraça-me

“Antes que o dia amanheça
e tu te vás para sempre
abraça-me, me aperta
deixa-me que mergulhe em teus braços
e sinta voce.
Se te fores sem mim
ficará em meu corpo teu cheiro
o calor sentido do abraço
a felicidade que te amei
e ainda continuo a te amar.
Abraça-me, não me digas nada
basta que me abrace
como nos abraçamos aquela primeira vez.
Abraça-me antes que a noite se vá
e leve voce para longe de mim.
Abraça-me, não digas nada
apenas abraça-me e me tomas para ti
assim irás me amar cada dia mais
não saberás mais viver sem mim.
Abraça-me, basta que me olhes
e abraça-me forte
pois sei que irás me deixar
assim que o dia chegar.
Abraça-me, deixa teu abraço gravado
marcado entre meus braços
assim bem rápido virás
novamente me tomar em teus braços.
Abraça-me,
apenas abraça-me.”

((Cecília Meireles))

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Olhando o mar, sonho sem ter de quê.

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Olhando o mar, sonho sem ter de quê.

Olhando o mar, sonho sem ter de quê.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
Mas de se nada ver quanto a alma sonha!
De que me servem a verdade e a fé?

Ver claro! Quantos, que fatais erramos,
Em ruas ou em estradas ou sob ramos,
Temos esta certeza e sempre e em tudo
Sonhamos e sonhamos e sonhamos.

As árvores longínquas da floresta
Parecem, por longínquas, ‘star em festa.
Quanto acontece porque se não vê!
Mas do que há pouco ou não há o mesmo resta.

Se tive amores? Já não sei se os tive.
Quem ontem fui já hoje em mim não vive.
Bebe, que tudo é líquido e embriaga,
E a vida morre enquanto o ser revive.

Colhes rosas? Que colhes, se hão-de ser
Motivos coloridos de morrer?
Mas colhe rosas. Porque não colhê-las
Se te agrada e tudo é deixar de o haver?

(( Fernando Pessoa))

Palavras

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Palavras

Palavras

Se me disseres que me amas, acreditarei,
mas se escreveres que me amas,
acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei,
mas se escreveres sobre ela,
sentirei junto contigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei,
mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor.

… e assim são as palavras escritas;
possuem um magnetismo especial,
libertam, acalantam, invocam emoções.
Elas possuem a capacidade de em poucos minutos
cruzar mares, saltar montanhas,
atravessar desertos intocáveis.
Muitas vezes perde-se o autor,
mas a mensagem sobrevive ao tempo,
atravessando séculos e gerações.
Elas marcam um momento que será eternamente
revivido por todos aqueles que a lerem.

Faça amor com as palavras, mate saudades, peça perdão,
aproxime-se, recupere o tempo perdido, insinue-se,
alegre alguém, dê simplesmente um bom dia,
faça um carinho especial.
Use-a a todo instante, de todas as maneiras;
sua força é imensurável.
Não esqueça que quem escreve,
constrói um castelo,
e quem lê, passa a habitá-lo.

(( Silvana Duboc ))

~ Soneto 17 ~

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~ Soneto 17 ~

~ Soneto 17 ~

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
((William Shakespeare ))

Recomeçar

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Recomeçar

Recomeçar

Mesmo que o hoje te dê um não, lembre-se que há um amanhã melhor, a certeza de que os nossos caminhos devemos traçar ao lado de quem nos ama; com amor, paz, confiança e felicidade, é a base para se recomeçar.
Um recomeço, pra pensar no que fazer agora, acreditando em si mesmo, na busca do que será prioridade daqui pra frente; PLANOS? Pra que os fizemos, já que o amanhã é mistério? A qualquer momento pode ser tempo, de revisar os conceitos e ações, e concluir, que tudo aquilo que você viveu marcou, porém não foi suficiente pra que continuasse.
As lembranças passadas ficam, tudo que vivemos era pra ser vivido , o destino é como um livro do qual nós somos os autores, ele não vêm pronto, antes de nascermos ele está em branco, ao nascermos introduzimos as primeiras passagens, um começo, com o tempo através das escolhas vamos escrevendo-o página por página, rabiscadas, rasgadas ou marcadas, onde encontramos obstáculos onde indicarão a melhor hora pra recomeçar, nos últimos dias de vida concluiremos, e no final deixamos nossas historias marcadas no coração daqueles, que sempre farão parte de nossa historia, onde quer que estejam.

((Carlos Drummond de Andrade))